Por que o Brasil ama destruir as mulheres que primeiro transformou em ídolos?
A mesma máquina que fabrica símbolos femininos frequentemente exige que eles permaneçam jovens, dóceis e coerentes para sempre.
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A mesma máquina que fabrica símbolos femininos frequentemente exige que eles permaneçam jovens, dóceis e coerentes para sempre.
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Cenários menores, audiência fragmentada e excesso de bastidores criaram a sensação de que a TV encolheu. Mas parte da mudança aconteceu do lado de cá da tela.
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O prestígio saiu das colunas sociais e entrou no algoritmo. Dinheiro antigo continua existindo; o que mudou foi a forma de reconhecê-lo.
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O exagero virou método: Narcisa transformou a caricatura que fizeram dela em um ativo cultural que atravessou televisão, memes e redes sociais.
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O Brasil primeiro transformou Vera Fischer em símbolo de beleza; depois passou décadas tentando reduzi-la ao próprio mito.
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Para entender Xuxa é preciso olhar além do programa infantil: televisão, música, consumo, estética e infância se encontraram numa mesma personagem.
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Hebe não era apenas uma apresentadora. Ela personificava uma forma de intimidade televisiva que desapareceu junto com a televisão de massa.
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Herdar o palco de Silvio Santos é diferente de herdar uma empresa: exige administrar memória, comparação e uma expectativa impossível de reproduzir.
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Em tempos diferentes e com linguagens opostas, elas provocam reações semelhantes. O que suas histórias revelam sobre fama, julgamento e a dificuldade brasileira de aceitar mulheres que não desaparecem?
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